segunda-feira, 2 de abril de 2018



31 03 2018
Gerês com Neve

Estávamos impacientes, já muitos fins-de-semana de tempo menos bom para caminhar em montanha, vai o tempo em que para a montanha era de qualquer jeito e estou a lembrar uma saída, já lá vão alguns muitos bons anos...a actividade era organizada pelo Parque de Campismo de Cerdeira e,e grátis, e no final deixavam que se fosse tomar banho de água quente, mas nesse dia sai de casa com muita chuva, cheguei ao Parque de Campismo e só eu lá estava, esperei dentro do carro, passado algum tempo e quase em simultâneo chegou outra pessoa que vinha de Leiria e o guia do parque. O tempo não esteva nada bom, chuva e vento, o guia perguntou se queríamos mesmo fazer...se viemos é para fazer...e fomos...não sei por onde andei mas lembro que o guia quando começou a trovejar e relampejar levou-nos para de baixo de um penedo até que a trovoada acalmasse...mas, mas isto para dizer que hoje não faço assim.

Previa-se o tempo como se costuma dizer assim/assim e fomos. Saímos com pouca chuva, passamos por nevoeiro, chegamos ao ponto de partida e estava frio preparamo-nos e começamos a andar, a terra já não absorvia mais agua, o céu estava mesclado entre azul vivo o branco algodão das nuvens e mais raramente um tom aqui e acolá de cinza quase preto, a vegetação abençoava-nos com gotas de agua que deixava cair gelada em nós passantes.

Estava-mos no nosso que é de todos escreva-se, Paraíso e um dos nossos quereres era pisar, tocar Neve. Havia um receio meu, havia chovido muito e neve também nos pontos altos, como e se podíamos atravessar os ribeiros.

Passamos os ribeiros que estavam nervosos, sem cair na água e sem molhar as botas...Prado Gamil a Margarida pisou neve mas, dizia, não dá para fazer um “bonequinho”...na fonte mais á frente deitei fora toda á agua que tínhamos e enchemos com a água que de lá saia e continuamos até “Cabana Gamil” tínhamos feito mais ou menos sete quilómetros...paragem técnica também para comer alguma coisa.

A etapa seguinte o sopé do “Pé de Cabril”. Nada fácil, cada vez mais altitude, cada vez mais neve o que nos agradava mas a progressão no terreno não era nem fácil, nem agradável, não se via o trilho e os Deuses da montanha “mariolas” confundiam-se com tanta neve e metíamos as botas onde não devíamos mas como sempre atingimos o objectivo, estava-mos no base do “Pé de Cabril” na encosta em frente também tudo estava branco um regalo para os olhos...a temperatura aqui era de sete graus mas o vento fazia com que a sensação térmica fosse muito menos.

Previa-se uma descida lenta, com a neve, para se prevenir quedas, já que as escorregadelas essa foram muitas, mesmo depois dos mil metros de altitude onde a neve começava e não haver o cuidado seria o mesmo estava tudo muito molhado...demoramos mais duas horas que anteriormente tínhamos feito com tempo bom e seco e mais paragens.

Depois da troca de roupa, as botas pareciam aquários...fomos até ao parque de Cerdeira não para a cervejinha mas para uma bebida quente.

Deixamos por aqui as fotos de um dia bem passado na Montanha...vemo-nos ai por esses caminhos...

                              Para ver as fotografias em tamanho maior fazer duplo clike em cima de uma...





























Prado Gamil



Fonte de Água





Temos Neve


Em pose







Cabana Gamil

...começa a complicar











...muita àgua



...no topo





inicio descida/regresso










mais um olhar




...estes são os Deuses da montanha que nos guiam...nestes acredito...tem dias.












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